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Vamos participar da gestão do nosso Parque Nacional?

  • Foto do escritor: tartarugasdejeri
    tartarugasdejeri
  • 23 de mar. de 2023
  • 2 min de leitura

Atualizado: 7 de ago. de 2023

Vocês já devem estar sabendo que dias 16 e 17 (quinta e sexta agora) vão acontecer Oficinas de Elaboração do Projeto de Gestão Compartilhada do Parque Nacional de Jericoacoara. Quinta é em Camocim, às 15h (na EEM Maria Estela Rocha Aguiar), e sexta em Cruz (8h, na Sede da Associação Comunitária do Preá) e em Jijoca (18h, na EEEP Sandra Carvalho Costa).

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Estamos passando aqui para lembrar que a política de gestão do Parque Nacional influencia diretamente na vida de todos. O Parque abrange uma grande área que vai do Guriú ao Preá, e abriga diversos ecossistemas, como Campos de Dunas, Praias, Lagoas, Manguezais, o Serrote e os Tabuleiros.





















A forma como se dá a sua gestão hoje tem impacto real sobre a vida dos moradores de toda a região e das futuras gerações. Se a gestão é mais preservacionista, resultará em um equilíbrio ambiental daqui a 50, 100, 200 anos, o que vai permitir que as futuras gerações conheçam o paraíso que ainda temos hoje. Se a gestão passa por cima da natureza, isso resultará no futuro em extinção de espécies, mudanças drásticas nos ecossistemas, desertificação, poluição do ar, da terra e das águas.

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Se a gestão é preocupada com os desequilíbrios sociais que hoje existem em Jeri e seus arredores, podem existir formas de dar assistência às pessoas mais pobres, criar empregos dignos, facilitar o transporte, criar programas de valorização dos saberes tradicionais, capacitar as pessoas para que trabalhem com algo que gostem e que dê melhor retorno financeiro.

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Enfim, a forma como lidamos hoje com essas questões é de crucial importância para o presente e para o futuro do nosso Parque.

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Jeri tem um histórico de união comunitária e de luta! Em 1998, a comunidade organizada através do conselho comunitário iniciou um levante de limpeza da vila, criando um sistema de reciclagem de plásticos e vidros e de compostagem de matéria orgânica. Em 2012, a comunidade fez resistência à implantação de quatro parques eólicos por uma multinacional nos arredores da vila. Já ocupamos terrenos, derrubamos cercas, protestamos energeticamente pela derrubada do prédio do IBAMA que impedia nossa vista para o mar. . Nossa história é de união e de força! Não vamos deixar que isso se perca. Compareçam às reuniões! Participem das decisões que moldam o presente e o futuro do nosso lugar.

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Nós estaremos lá, e vocês?




texto de autoria de Renata Cidrack.


Renata é arquiteta e urbanista, fotógrafa, designer, tradutora e pesquisadora, um ser apaixonado pela natureza e pela cultura e conectado pelo coração à vila de Jericoacoara. Trabalha realizando pesquisas, fazendo entrevistas e produzindo conteúdo para a Baía das Tartarugas.




 
 
 

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