Que tal um pacto coletivo de respeito ao espaço público, que é de todos?
- tartarugasdejeri

- 23 de mar. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 7 de ago. de 2023
Não é de hoje que vemos em Jeri o desrespeito à coletividade manifestado em forma de invasão do espaço público por entes privados. Mais recentemente, na rua Isabele, o proprietário de uma residência avançou em 1,80m o seu muro, invadindo a rua, deslocando sua edificação do alinhamento das vizinhas.
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Por mais que estejamos aqui protestando, sim, contra a ação deste indivíduo, que não beneficia a coletividade, mas apenas seus interesses próprios, não queremos resumir ou personificar o problema - até porque, ao longo dos anos, episódios como esse já aconteceram várias vezes. Entendemos que essa questão é mais ampla, e viemos aqui abrir um debate sobre o valor do respeito ao espaço público.
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Quando no início de 2021 entrou em vigor o decreto que determinou a proibição da poluição sonora na vila, era sobre o respeito ao espaço público que aquilo tratava.
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De forma semelhante, quando em 2020 os moradores da vila organizaram um abaixo assinado contra a construção de um parque na Malhada, era pelo direito à preservação do espaço público que protestavam, à preservação daquele espaço como todos o conhecem e gostam que ele seja; o parque era visto como uma apropriação e uma descaracterização indevidas do espaço público.
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Muitos anos atrás, os moradores de Jeri organizaram um protesto em que derrubaram as cercas de um lote que havia sido grilado por um empresário; era também ali um grito em defesa do espaço público de livre acesso. Em 2012, impedimos a construção de parques eólicos nos arredores da vila. Mais uma vez, uma mensagem clara deixada por nós: é sagrado nosso espaço público, comum, nossa paisagem, nosso patrimônio ambiental.
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Enfim, esse texto é para nos lembrar do nosso histórico de luta em defesa do espaço público, e convocar a todos para re-atualizamos nosso pacto de respeito à coletividade. Afinal, que tipo de comunidade estamos criando?
Foto ilustrativa de uma das mais antigas ruas da vila.

texto de autoria de Renata Cidrack.

Renata é arquiteta e urbanista, fotógrafa, designer, tradutora e pesquisadora, um ser apaixonado pela natureza e pela cultura e conectado pelo coração à vila de Jericoacoara. Trabalha realizando pesquisas, fazendo entrevistas e produzindo conteúdo para a Baía das Tartarugas.





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