Por que é tão importante conhecermos nossas raízes?
- tartarugasdejeri

- 19 de ago. de 2020
- 2 min de leitura
Atualizado: 7 de ago. de 2023

Um povo que sabe de sua história, um povo com memória, é um povo forte. E quando falamos em memória, falamos de uma memória social, cultural, de uma comunidade como um todo, mas também de uma memória particular, familiar, específica.
A memória cria sentimento de pertencimento a um território, de autoidentificação. Fazer parte de um lugar e de uma cultura nos dá pistas pra entendermos quem somos.
No momento histórico em que vivemos agora, onde as coisas mudam mais rapidamente do que nunca, a memória ganha uma importância ainda maior. Sem ela, corremos o risco de perdermos verdadeiros tesouros. Aquelas tecnologias ancestrais, de construir casas, jangadas e objetos, de pescar, de plantar, de cozinhar, de costurar. Aquelas formas tão antigas de nos relacionarmos com a nossa família, o respeito aos mais velhos, o pedir a bença. Nossa convivialidade, nossas formas de vivermos em comunidade, aquele hábito de sentar na calçada em fim de tarde pra conversar com os vizinhos. Aquele hábito de ser gentil e dar bom dia, boa tarde, boa noite, de conhecer as pessoas pelo nome. As cantigas e histórias que de tão antigas não conseguimos rastrear a origem, a musicalidade e a dança, a capoeira, o artesanato, o sotaque, o amor pelo pé na areia, pelo sol e pelo mar.
Você já parou pra pensar há quanto tempo tudo isso faz parte da nossa cultura?
Você já parou pra pensar sobre o que antes existia e hoje não existe mais?
Você já parou pra pensar nas suas raízes? Você acha que seria uma pessoa diferente se tivesse nascido em outro lugar?
Todos nós temos raízes, como as árvores têm raízes. Diferente delas, podemos voar pra bem longe de onde viemos. Mas sempre carregaremos nossas origens, querendo ou não.
"Quem não vive as próprias raízes não tem sentido de vida. O futuro nasce do passado, que não deve ser cultuado como mera recordação e sim ser usado para o crescimento no presente, em direção ao futuro. Nós não precisamos ser conservadores, nem devemos estar presos ao passado. Mas precisamos ser legítimos e só as raízes nos dão legitimidade." (Sérgio Flores Pedroso, 1999)
texto de autoria de Renata Cidrack.

Renata é arquiteta e urbanista, fotógrafa, designer, tradutora e pesquisadora, um ser apaixonado pela natureza e pela cultura e conectado pelo coração à vila de Jericoacoara. Trabalha realizando pesquisas, fazendo entrevistas e produzindo conteúdo para a Baía das Tartarugas.





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